Você tem problemas no intestino, nas vias urinárias, nos sistemas circulatório, respiratório, nervoso e até sofre com reumatismos? A moxabustão é uma alternativa que pode ajudar a curar tudo isso e melhorar sua qualidade de vida. Trata-se de uma técnica da medicina tradicional chinesa, desenvolvida há cinco mil anos, no Norte da China, usada para prevenir e tratar doenças crônicas. É uma espécie de acupuntura térmica, que usa a planta Artemisia Vulgaris (conhecida também por erva-de-são-joão) nos mesmos pontos da acupuntura, do shiatsu e do Do-In.
A moxa - produto das folhas da Artemísia depois de secas, moídas e peneiradas, de forma a ganhar consistência de algodão - é enrolada como bastões, que são acesos e aplicados em diversos pontos do corpo. Dessa forma, o calor gerado penetra no organismo e ajuda na recuperação do órgão que apresenta problemas.
Existem, no Oriente e Ocidente, inúmeros estudos clínicos e pesquisas experimentais realizadas sobre essa planta, que demonstram sua eficácia nos resultados terapêuticos em doenças como bronquite, asma, reumatismo, prisão de ventre, depressão, impotência e frigidez.
Durante o tratamento o paciente pode optar entre duas formas de aplicação: a direta ou a indireta. Na primeira, a moxa é colocada acesa e queimada sobre a pele. Nesses casos, ela não deve ultrapassar o tamanho de um grão de arroz. Na indireta, o moxaterapeuta corta uma fatia de gengibre, alho ou cebola, faz cinco furinhos, põe a moxa sobre a fatia e acende. Também pode utilizar as agulhas de acupuntura e oferecer o benefício duplo da acupuntura e da moxa. No ponto desejado coloca-se a agulha, sobre ela um chapeuzinho de aço e nas suas abas a moxa acesa. O calor passa para a agulha e, conseqüentemente, para a área desejada. A escolha do procedimento adotado deve ser definido entre terapeuta e paciente.
Nas áreas genitais, mamilos, couro cabeludo e no rosto deve-se evitar a aplicação da moxa. O tratamento é contra-indicado para diabéticos, hemofílicos, pessoas com pele sensível ou sob efeito de drogas e bebidas, mulheres grávidas e crianças muito pequenas. A intensidade e a freqüência das aplicações variam de um caso para outro. O problema pode ser resolvido com apenas uma aplicação ou, no máximo, em três meses.

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